
imagem acesso magnific.com, em jul/26
A relação do bebê com a música inicia-se muito antes do seu nascimento. Tal interação contribui para o desenvolvimento afetivo e cognitivo, constrói uma memória das emoções e da forma como o mundo se apresenta para ele.
As músicas próprias da cultura infantil estão presentes nas rodas cantadas, nas parlendas, nas cantigas de ninar, nos jogos etc., e em contato com elas, bebês e crianças se apropriam da cultura popular. Essa é uma comunicação universal.
Garantir a presença da música no dia a dia da criança, é importante na construção de sua identidade, através da música as crianças realizam movimentos corporais de maneira natural, espontânea e colocam ritmo nas atividades que realizam. Música é arte que dá muito prazer aos pequenos!
É fundamental que os adultos valorizem e proporcionem às crianças contato com os diferentes ritmos e materiais sonoros, para que a partir dessa experiência com elementos como harmonia e melodia, descubram seu potencial sonoro.
A infância é um período de brincadeiras, investigação e associações, portanto muita atenção às músicas que as crianças ouvem e às coreografias que reproduzem.
Muitas vezes, elas apenas imitam o que veem nas redes sociais, na televisão ou em outros ambientes, sem compreender o significado dos gestos ou das letras. Nem toda música ou dança da moda é adequada para o público infantil; algumas letras apresentam conteúdos com insinuações, violência ou sexualização, e determinadas coreografias reproduzem movimentos erotizados que não correspondem à fase de desenvolvimento das crianças. Como nos lembra Daniela Finco (2010),
“Os corpos das crianças são marcados pelas relações sociais e pelas práticas educativas que produzem modos de ser menina e de ser menino” (p. 29).
Dessa forma, família e escola compartilham a responsabilidade de oferecer experiências que respeitem a infância, valorizando brincadeiras, músicas e danças adequadas ao desenvolvimento infantil, preservando o direito das crianças de crescer em um ambiente saudável, seguro e acolhedor.
Oferecer músicas de qualidade para bebês e crianças é um papel importante de todos os envolvidos em seu processo de desenvolvimento. As canções cantaroladas no dia a dia e os hábitos de escuta dos adultos, moldam a sensibilidade auditiva dos pequenos.
Quando a criança tem a oportunidade de estar em um ambiente de escuta ativa em casa, sua curiosidade é estimulada e a música vai se constituindo como uma linguagem legítima de comunicação e afeto.
Segundo Teca Alencar de Brito (2003) “A criança aprende música, fazendo música, brincando com sons, explorando o silêncio, o ritmo e a melodia.”
Então, o que propor à primeira infância? Temos algumas ideias:
Bebês e crianças têm capacidade de apreciar diferentes estilos quando têm a oportunidade de ouvi-los contando com uma mediação sensível.
Olhe o que separamos para você
Darezzo, Daniela. Quem vem lá? Música e Brincadeira para bebê. Ed: Melhoramentos. São Paulo, 2025.
FINCO, Daniela. Educação infantil, espaços de confronto e convívio com as diferenças: análise das interações entre professoras e meninas e meninos que transgridem as fronteiras de gênero. 2010. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
BRITO, Teca Alencar. Música na Educação Infantil. São Paulo: Peirópolis,2003
Alguns grupos musicais: Palavra Cantada, Grupo Triii, Tiquequê, Pé de Sonho, entre outros.
Artistas brasileiros a serem apresentados para bebês: Vinícius de Moraes Claudinho e Buchecha, Adoniran Barbosa, Clara Nunes, Adriana Calcanhotto, Tribalistas, entre outros.