

(imagem freepik, acesso em 1/7/25)
O acesso ao alimento saudável é um direito humano inerente à vida. Um fato inquestionável!
Sabemos que as atitudes e procedimentos de cuidados são influenciados por crenças e valores da cultura e, embora a alimentação seja uma necessidade fisiológica, as formas de atendê-la são construídas socialmente e moldadas pelas tradições alimentares da região em que se vive.
Alimentar-se compreende o ato de saciar a fome, mas também, um momento de profundos conhecimentos quando oportunizados à exploração dos alimentos, juntar e separar ingredientes, participar do preparo, reconhecer os talheres e seu uso, conviver à mesa. Essas são ações importantes na construção de hábitos alimentares saudáveis.
Portanto, desde a introdução alimentar deve-se incentivar a autonomia do bebê na hora da alimentação, ofertando, principalmente até os 2 anos, a maior variedade possível no cardápio infantil a fim de compor um leque de conhecimento de frutas, leguminosas, verduras, cereais, etc..
Permitir como e o quanto comer faz parte da construção dessa autonomia, incentivando sempre a provar receitas variadas, novos sabores, cheiros e texturas em um ambiente onde se faz presente a confiança e o afeto.
Lembre-se, estamos falando da oferta de alimentos saudáveis. Ao escutar e respeitar as preferências, ensinamos que a formação de hábitos alimentares durante toda a infância pode ser também um momento prazeroso, como deve ser!
Cada criança é única e tem o seu tempo à mesa, e os adultos envolvidos precisam ter paciência, sem apressar querendo que coma rápido, num ritmo que não é o seu. Reconhecer essa individualidade é aceitar que cada sujeito se constitui de aspectos próprios de sua cultura, das relações de afeto e condições fisiológicas. Afinal, com os adultos também não é assim?
Contudo se engana quem acha que alimentar um bebê ou uma criança seja fácil. São muitas nuances que permeiam o momento da alimentação, como:
Portanto, não julgue!
Acreditamos que tanto no âmbito familiar como no institucional, os adultos devem se responsabilizar pela oferta saudável e balanceada de alimentos a fim de garantir o desenvolvimento, a saúde e a vida infantil.
Olhe o que separamos para você
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília, DF, 2014. Guia Alimentar para a População Brasileira — Ministério da Saúde
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção à Saúde. Guia alimentar para as crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília, DF, 2019. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos. — Ministério da Saúde
CAVALLINI, Ilaria e TEDESCHI, Maddalena (curadoria). As linguagens da comida. Receitas, experiências, pensamentos. Coleção Reggio Emilia, Editora Phorte, 2015.
CURTIS, Andrea. Hora do Lanche. O que as crianças comem nas escolas em diferentes países. Panda Books, 2015.
FLANDRIN, Jean-Louis e MONTANARI, Massimo. A História da Alimentação. Estação Liberdade, 10 ed., 2020.